Se ninguém te conhece, ninguém liga.
Portanto, ninguém parte seu coração...”.
(Nick Traina)
Eu realmente quero ler esse livro. Ok, eu sei. Tenho um gosto estranho para livro às vezes, o fato de ler de tudo faz com que eu goste de ler livros mórbidos sobre mentes perturbadas.
Eu gosto de mentes perturbadas, acho que é por isso, afinal que talvez faça psiquiatria. Queria realmente saber o que uma pessoa pensa antes de se suicidar, ou o que leva ela a chegar a esse ponto. Queria entender como alguém chega ao estopim da loucura.
Enfim, queria entender a mente humana. Que pra mim é o maior mistério. Falando assim, parece até que eu sou a louca. Mas, bom, asseguro-os que não, ainda não. Acho eu.
O estranho mesmo é quando eu paro pra pensar sobre mim mesma. Não sabia que alguém podia ter tantos lados e tantas faces. Tantos gostos e tantos pensamentos diferentes. Ao mesmo tempo, acho que deve ser assim com todo mundo. Todo mundo deve ter inúmeras faces. Cada uma a mostra dependendo da hora.
Estranho. Bizarro. Chega a ser surreal pensar que você pode viver ao lado de alguém a vida inteira sem a conhecer totalmente.
Queria entender a psique humana. O funcionamento do cérebro. O porquê de diferentes gostos, de diferentes vícios, as diferentes manias de cada um.
Enfim, eu sempre exemplifico as coisas comigo. Então vamos lá. (isso soa como puro egocentrismo, eu sei; mas se tem alguém que não é egocêntrica sou eu.) Consigo ser estupidamente romântica de só ler coisas com finais felizes. Ao mesmo tempo, consigo gostar de coisas mórbidas. Consigo chorar por coisas sem importância, mas não consigo por coisas muito mais sérias (e isso às vezes, chega a me deixar frustrada). Consigo às vezes, me abrir completamente, enquanto às vezes, me fecho para o mundo. E consigo mudar de humor de minuto a minuto.
Depois dizem que existe mistério maior que o ser humano. Caros amigos. Eu acredito que não.
Agora, enquanto escrevo isso posso estar totalmente centrada aqui, ou pensando em outras milhões de coisas. Nunca se sabe.
Essa dúvida que está sempre presente nas relações humanas que e o que me deixa intrigada. O fato de que nunca vou conseguir imaginar o que se passa na cabeça das pessoas. E eu com a minha mania de querer saber de tudo sempre, acho isso meio frustrante. Não vou negar.
Algum dia, quem sabe, eu descubra pelo menos uma dessas respostas. Ou talvez não. Fique apenas divagando sobre elas. Bom, pelo menos, eu penso.
Isso já me consola.
PS: Para esclarecimento, o livro chama "O Brilho De Sua Luz" em sua tradução. É uma história verídica. Do filho da própria escritora, Danielle Steel. Ele morreu de overdose, com dezenove anos. Mas ele já tinha sido diagnóticado como maniáco-depressivo. E ela resolveu escrever a história dele, para preservar sua memória. Eu e minha fraqueza para falar sobre morte e absorvê-las, deixarei apenas um último comentário. Dizem que muito mais triste que perder um pai ou uma mãe, é perder um filho. Eu realmente espero não passar por nenhuma das duas experiências. O que eu sei, é meio que impossível. Mas não gosto de pensar sobre isso.
3 comments:
mt bom o texto.
e eu me senti totalmente eu escreveno no 7º paragrafo. serio mesmo.
eu acho mesmo q qm chega a se suicidar nao entende o quão maravilhoso é só poder estar vivo e joga essa oportunidade pela janela, literalmente se o suicidio for pulando do predio.
pois bem, isso pouco importa.
ah valeu por ter comentando no meu blog la
ja tambem to desistindo dessa historia de fim de mundo.
bjsssssssssssssssss
*escrevendo
É um dos livros mais maravilhosos que já li. Acho que foi um dos únicos livros que realmente senti a dor do personagem. Muito forte...
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