Saturday, August 18, 2007

Maria Vitória.

Nunca falei sobre a minha irmã aqui não é? Na verdade acho que nunca falei muito sobre minha família por aqui. Mas hoje me deu vontade de falar sobre ela. Porque ela é uma das únicas pessoas que me fazem rir verdadeiramente.
Ela tem sete anos, olhos incrivelmente azuis, que às vezes ficam verdes, e cabelos loiros. Enquanto eu sou morena. É eu sei, mas é porque o pai dela (meu padrasto) é loiro e minha mãe também.
Sabe, às vezes eu me esqueço que ela é criança. Ela é tão adulta para a idade ela. Eu nunca a vi brincar muito de boneca. Na verdade, eu nunca a vi ter muitas atitudes infantis. Mas às vezes, ela me surpreende e as têm. Ela adora se esconder para dar sustos nos outros. E realmente acredita que o deu, quando a gente finge que sim. Ela é muito astuta e cheia de si. Sempre querendo saber sobre tudo e teimando sempre. Ela nunca admite que esteja errada. E é orgulhosa.
Ela também sabe fazer pirraça para conseguir o que quer. E tem um completo vício por televisão.
Na verdade, ela me ensinou a gostar de Padrinhos Mágicos. E eu a ensinei a gostar de Billy e Mandy.
É incrível como a risada dela é contagiante. E com ela sente cosquinhas! É engraçado ver ela com cara de compenetrada quando está fazendo os deveres. Que por acaso é a primeira coisa que ela faz quando volta da escola.
Ela odeia ter apelidos. Odeia muito. Não pode ser chamada de Maria ou só de Vitória. Nem de Má, ou Vi. É só Maria Vitória, se você não quer deixá-la irritada.
Ela é completamente viciada em doritos. Outra mania minha que ela herdou.
E ela ama sushi. Ela não é de comer muito, mas ela come mais que e minha mãe juntas quando vamos nós três a algum restaurante japonês. Em pensar que ela, que é enjoada demais pra comer, come peixe cru!
E ela realmente se irrita quando eu deixo a casa bagunçada. Porque sim, minha irmã é mais organizada que eu. Na verdade, ela organiza até as minhas coisas!
Engraçado como ela pode ser tão diferente de mim. E tão igual. Ao contrário de mim, ela se acha. Completamente. Mas igualzinha a mim, ela tem muita vergonha de conversar com quem ela não conhece.
Ás vezes, ao olhar pra ela eu lembro de mim mesma naquela idade. E às vezes ao olhar pra ela eu lembro da Nathália (filha mais velha do meu padrasto). De quando a gente viveu na mesma casa. E toda essa coisa sistemática da Maria Vitória é tão igual a ela. Se bem que a Nathália é tão bagunceira quanto eu.
O mais incrível é pensar que já tive essa idade. É tentar me lembrar de ser daquele tamanho e não conseguir me imaginar tão pequena. Eu achava que quando eu tinha sete anos eu era maior, de verdade.
Eu a ouço falando sobre o dia dela na escola, sobre os amigos ela. E ouço a conversa que eles têm. É realmente engraçado pensar que eu era assim. Eu não consigo me ver de novo com sete anos.
Será que quando eu tiver, sei lá, meu 30 anos, eu vou me lembrar de com era ter 15 anos? Quer dizer, não que eu tenha me esquecido de como é ter 7 anos. Eu me lembro de certas coisas daquela época. Mas eu não consigo mais me ver com aquela idade. Sabe, pequena, com o cabelo mais cheio ainda e sempre usando faixas na cabeça. Colecionando mil e uma coisas. De pontas de lápis, 'sobra' de borracha à grilos e tatus-bola.
Sério.
Como todos os irmãos, normalmente ela é irritante, chata, implicante e teimosa. Mas eu não viveria sem ela. Eu sei disso porque quando eu viajo, eu sinto falta de ela me irritante, disputando o controle remoto e brigando comigo por não a deixar usar o computador.
Que por falar nisso, está acontecendo agora. Então vou ser boazinha (pelo menos uma vez) e deixá-la jogar no site da barbie em paz.

1 comment:

Anonymous said...

li seu texto e fiquei com mais saudade ainda da minha irma
isso nao vale
deixa eu ir pro treino pra ve se eu esqueço :/

bjs