Thursday, July 24, 2008

oito ou oitenta.

Estava eu, conversando com uma amiga quando cheguei a uma conclusão meio óbvia, mais que eu nunca tinha parado para pensar: eu sempre fui apaixonada. Como boa escorpiana, aquela parada do oito ou oitenta sempre funcionou direitinho por aqui, mas eu nunca tinha pensado nessa coisa.

Eu fui uma criança de fases, não se bem se isso me faz uma mulher de fases, mais quando criança eu sei que fui. Tive a fase Barbie, Pokémon, Os Dálmatas, Spice Girls, Chiquititas e também a Harry Potter, que começou nessa época. Mais sempre foi muito intenso. Eu tinha tudo da Barbie, tudo e mis um pouco dos Dálmatas, a roupa da Chiquititas e todas as bonecas, a roupa da Spice Sport (e essa foi também a época do street dance, meu sonho era chutar como ela, eu acho), eu tinha todos os tazoos do Pokémon, cd e meu Pikachu a tira colo.

Então é, eu sempre fui uma criança apaixonada. Eu me tornei uma adolescente apaixonada. Apaixonada por livros, e o fator principal foi Harry Potter, do qual eu tenho até uma vassoura de brinquedo; e por música, e o carro chefe disso aí é Simple Plan, como tudo mundo que me conhece pelo menos um pouco sabe. Isso só pra falar as maiores delas. Porque tem também Jonas Brothers e The All-American Rejects, mais sei lá, é diferente. O SP, sei lá, eles fazem parte de mim, é como se eles tivessem lá, o tempo todo. Todas as noites sem dormir por causa deles, os gritos histéricos quando foram confirmadas as vindas deles, as contagens regressivas de meses pros shows, a espera pelas músicas, os ataques de risos pelos vídeos, as tentativas frustradas de chegar mais perto ainda, tudo fez eu me tornar quem eu sou e quer saber? Quando eles voltarem vai ser tudo a mesma coisa.

As pessoas não entendem. Acho, no fundo, que algumas delas devem ter pena de mim, sei lá, pelo modo como eu vejo as coisas. Pelo modo como um amo um livro, que nem de gente real é feita, ou do modo como eu amo uma banda, que nem tem idéia que eu existo. Mais eu não acho que eu seria quem eu sou hoje sem meus vícios, sem meu modo de encarar a vida.

Eu podia sim, levar uma vida como as outras pessoas levam, normal, sei lá, se é assim que querem encarar, mais eu fiz uma escolha. Na verdade, não fui bem eu que fiz essa escolha. É piegas o que eu vou falar, mais foi meu coração que fez.

Ninguém vai entender muito esse post, vai entender muito o que eu quero dizer. Mais só quem passa por isso entende o que eu digo. Essas pessoas que entendem, sabe como dói. Eu queria, às vezes, não gostar de nada desse jeito intenso. Só achar legal e pronto. Mais ai, é aquele negócio, todas essas coisas citadas antes, elas me transformaram no que eu sou. Se eu pudesse voltar, e escolher? Eu escolheria amar tudo o que eu amo e já amei e fazer tudo igual. Porque eu não me arrependo das coisas. Eu não quero voltar no tempo. Eu quero fazer as coisas darem certo aqui e agora, não no passado. Eu pelo menos, é o que eu quero querer. Cansei de viver pensando no passado e como as coisas poderiam ter sido, elas já foram.

Então, o que eu quero dizer como considerações finais é, não tenham pena de mim. Se eu sou como eu sou hoje, é por causa deles todos. E eu não sou iludida, sou sonhadora, tem diferença. E eles são sim, o que faz meu coração bater mais forte. Isso soando patético pra você ou não. Porque, colocando assim, soa meio patético até pra mim. Euheuiheiuhiuhe.
E não adianta tentar me mudar, eu já tentei, e meio que foi péssimo.







"When you like a band, you really identify yourself with them.
They become part of who you are." – Pierre Bouvier, SP.

1 comment:

Anonymous said...

ah, acho que todo mundo tem suas fases, o ruim é quem nao consegue superar e fica na fase infantil pra sempre.
mas assim, cada um no seu quadrado. eahehuea acho legal o jeito q vc lida com essas coisas, apesar de eu ser totalmente "ah eu gosto" mas não passo disso aehueahuae...