Eu começei a me lembrar hoje de novo do meu antigo colégio. Engraçado, acho que pode passar o tempo que for, já se passaram três anos, e eu nunca vou parar de sentir falta de lá. Não que eu queira voltar, longe disso. Acho que passei o tempo que eu precisava passar lá e eu sei que nunca mais vou ter chance de voltar pro Marista. Mais cada momento pequeno que eu passei naquele lugar me vieram a mente no dia que eu fui lá. Eles sempre me vem a mente só que, estavando lá dentro, olhando tudo, todos os lugares, era como se eu voltasse no tempo. Só que em um lugar sem ninguém, foi realmente triste. Sério, eu fiquei triste o tempo inteiro, mais foi reconfortante saber que aquele lugar ainda tinha tanta influência sobre mim. E ao mesmo tempo preocupante saber que eu não consigo virar a página da minha vida.
Estava eu lá, de volta ao Marista depois de tanto tempo, pra ver apresentações da minha irmã. O auditório continua a ser o melhor, fazer o que, aquela escola é a melhor em espaço. E quando eu digo a melhor, é a melhor mesmo. E eu vendo tudo aquilo, foi como se eu lembrasse de cada coisa. Da época de pirralhinha, que eu e mariana apoiavámos na parede do corredor dos pirralhos, de calça de tactel naquele calor de morrer, jogando tamagushi e se achando as crescidas. E aquela foi a época da melhor professora de todos os tempos, a Giselle. Como eu me lembro das coisas. Depois eu sai por um ano (e fui pra onde estou, e voltei depois de cinco anos. Ironia do destino, não?) e quando voltei, eu sabia que estava em casa. Aquela escola era isso pra mim, uma casa. Eu lembro da época que a gente caçava grilos e tatu-bolas, colecionava tazoos, bolinhas de gude, ponta de lápis de cor, restos de borrachas, enfim, de tudo! Aí depois, era a época de assitir pokémon todo dia e chegar no colégio comentando o episódio. Eu lembro dos olhinhos vermelhos, é o meu também, fazer o que, era emotiva desde pequena, depois de ver o episódio que o pikachu quase abandonou o ash. E então a época de amaaaaaaaaar chiquititas. Eu era a própria chiquititas ambulante. Sem exageros. E eu fui crescendo naquela escola. Aí começou a época de jogar game boy. Eu tinha o articuno, o zapidos e o outro pássaro sagrado não sei das quntas que eu acabei de esqueçer o nome! Era tão feliz. A minha melhor amiga deve que ir embora, quando eu tava no meio da quarta série. Meu mundo sem a Manuella quase caiu. Quase. Sem querer exagerar, manu era a melhor amiga que alguém podia ter no mundo e ninguém até hoje, conseguiu marcar tanto como ela. Ela levou com ela, um pedaço meu, tenho certeza. (Ui drama!). Cheguei a quinta série, e um ano depois, tive de abandonar o colégio. Eu não lembro muita coisa da quinta série, essa é a verdade. Lembro-me de encontrar amigas verdadeiras e que foram poucas as que falam comigo até hoje. E eu me lembro de ter saído do marista, achando que tinha amigas pra sempre. Tá essa não é a questão que quero discutir.
Eu também me lembro de muuuito, mais muito mais coisa. Eu lembro de quase todos os dias da minha vida de escola lá. São muitas estórias. Engraçadas e tristes, mais estórias. Eu me lembro de alguns acidentes também.
Nunca fui muito arteira, essa é a verdade, era uma criança quieta. Cresci com a minha mãe tendo que trabalhar demais, e cercada por babás. Não que tenha me faltado a presença dela, pelo contrário, eu não tinha como ter uma mãe melhor. Mais o fato era que minha mãe diz que sou daquelas crianças que não reclama, pra não incomodar. Sabe, eu passei pela mão de umas babás megeras por causa disso. Não reclamava, pra minha mãe não precisar ir atrás de outras. Sempre fui do tipo sem reação. Até hoje. Eu chamo isso de covardia, minha mãe de sem reação. Mais enfim. Eu não acho que sou mesmo covarde, mais também não meteria um tapa na cara de ninguém. A minha mãe sim, se metia. Na verdade, ela metia mesmo. Quem mexia com ela, apanhava. Quem mexia comigo, apanhava da minha mãe. Eu nunca me auto defendi, sou sem reação pra tudo. Voltando as babás monstro, uma já me fez cair da escada e quebrar os dentes, a outra já me queimou com a ponta do cigarro. A minha mãe bateu nessa mesmo, literalmente. Mais por mim mesma, foram poucas as coisas que aconteçeram. Nunca quebrei nada. O máximo foi ralar metade do rosto jogando queimada, e toda aquela história do dedo quebrado, que vocês já conheçem. Sempre fui a aluna modelo. Sem brincadeira. Boletim excepcional, a queridinha dos professores. Isso passa quando se chega na oitava. As duas partes.
Eu tenho que aprender a escrever me centrando nas estórias da vez. Enfim, como eu ia dizendo, sai da escola na quinta. Aí sim, meu mundo caiu. Eu vivia por causa daquela escola. Sério. E ainda ia mudar de cidade. Tá que só atravessa a ponte, mais mesmo assim, minhas amizades não sobreviveram a ponte. A maioria. E ai eu fiquei um ano e meio tentando convencer a minha mãe a me deixar voltar, porque eu achava o colégio novo o verdadeiro inferno. Ela pensou seriamente em me deixar voltar. O meu rendimento escolar tinha caido muito com toda essa história. Viu? Escola é coisa do emocional minha gente. Eu sei ser bem coasiva se quiser. Bem mesmo. Só que ela é mais teimosa que eu. E me deixou no colégio. Eu acabei começando a gostar do inferno. Agora eu sei que tá chegando a hora de mudar de lá também, não nesse ano, mais no próximo e dessa vez eu espero que não seja o mesmo lenga lenga. Mesmo eu agora amando o sacre-crer e tal, passar por tudo de novo, vai ser barra. Eu nem mesmo tive história impressionantes lá, mais aquele colégio que pra mim era o verdadeiro inferno, se tornou o meu paraíso com a vista mais linda da cidade (depois do buraco entre o prédio e o terreno baudio da ladeira, aquele sim é o lugar com a vista mais linda cidade).
Eu só digo que eu nunca pensei que pudesse sentir tanta falta do marista como eu sinto. É simplesmente o lugar de que eu tenho mais recordação na vida. Vou sentir falta daquilo pra sempre, eu sei.
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1 year ago
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